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«Jogos da I liga só com 2 ou 3 portugueses? Só era problema se não tivéssemos qualidade na formação… até é melhor os jogadores saírem»

40 Comentários

  • henry14
    Posted Setembro 19, 2026 at 2:51 pm

    Falam de Itália mas o que falta a Itália são grandes jogadores italianos em equipas como Real Madrid, Barcelona,Bayern Munique, PSG ou os grandes ingleses pq em Itália não faltam italianos.

  • FootballTotal
    Posted Setembro 19, 2026 at 2:18 pm

    Não há qualquer novidade nisso. Jorge Jesus nunca apostou nos jovens por iniciativa, e além disso até preferia adaptar jogadores noutras posições em vez de apostar em jovens da formação.

    Os poucos jovens que Jesus apostou só tiveram oportunidade devido a crises de lesões no plantel.
    No Benfica Jesus permitiu a estreia de Roderick Miranda, Nélson Oliveira,Luís Martins , David Simão ,Ivan Cavaleiro ,Hélder Costa,João Cancelo,Bernardo Silva,Gonçalo Guedes e João Teixeira. Mas destes todos só Ivan Cavaleiro e Gonçalo Guedes é que foram apostas significativas, os outros só jogaram escassos minutos.

    Já no Sporting só lançou João Palhinha e Rafael Leão. Mais uma vez, só Palhinha é que foi +/- aposta. O Leão jogou 3 jogos só.

  • Um Jasomp
    Posted Setembro 18, 2026 at 7:47 pm

    O que é que ele sabe sobre isto quando ele próprio foi o primeiro treinador do Benfica a jogar sem portugueses num 11?
    É o que eu digo. Pôr um treinador ultrapassado de 72 anos a fazer a necessária renovação da seleção que é claramente precisa, que era constantemente acusado de não saber apostar na formação, é um autêntico tiro no pé.

  • Zbording
    Posted Setembro 18, 2026 at 5:37 pm

    Clismo, respira, a violência não é solução…

  • Jg g
    Posted Setembro 18, 2026 at 4:45 pm

    A questão nunca será apostar nos que têm qualidade e mesmo os que não sendo excepcionais possam ter nível para fazer carreira nos clubes. O problema é querer vender a treta de que existe um mar de talento perdido em Portugal, que há génios aos pontapés e basta “apostar que em umas semanas valem milhões”. Não há milhares de bons ou grandes jogadores em Portugal que sirvam os 20-30 clubes históricos que o país tem, há apenas algumas dezenas de jogadores bons ou acima da média em Portugal. Se a maioria destes é vendido precocemente pela falta de poderio financeiro dos clubes lusos, vai-se apostar em mais quem? No refugo da formação que nem nível para o CNS há-de ter? Não há 10 jogadores todos os anos para subir em todas as equipas, isso é um mito. Jogam os Tomás Araújos, os Joões Neves, não os Ferros e Tavares.
    Joga quem tem qualidade, é tão simples quanto isso, não escolher com base em critérios de teor emocional, isto é alta competição, não a Santa Casa. O que alguns querem é impôr jogadores sem nível em equipas históricas para literalmente viverem do nome desses clubes, mesmo sem mostrarem nada.

    • Flavio Trindade
      Posted Setembro 19, 2026 at 11:31 am

      Se estivermos apenas à procura de Ronaldos, Moras ou Neves sim. Não há esse potencial em profundidade e qualidade.

      Mas nem todos têm que o ser.

      Agora se estivermos à procura de jogadores de qualidade para a rotação então não faltam exemplos.

      E o Manel tem razão numa coisa. Nem sempre o talento tem que sair da cantera por muito bem que se trabalhe, mas a prospecção de talento jovem internamente é nula ou quase nula.

      Dou-te um exemplo, mas podia dar mais.
      O Cláudio Braga, ídolo no Hearts começou na formação do Boavista e depois foi concluindo a formação em vários pequenos clubes do norte até chegar aos S23 do Rio Ave.

      Será que o Cláudio Braga nessa fase não seria no mínimo uma opção de rotação num clube de Primeira Liga? Ninguém reparou nele?

      Um dos maiores goleadores do futebol português nunca sequer jogou na Primeira Liga, falo do Pauleta.

      Será que o Pauleta antes de sair para o Salamanca onde marcou uma porrada de golos, já não seria melhor do que a grande maioria dos PL da Primeira Liga da altura?

      Quem falhou neste processo? Foi o Pauleta ou foram os clubes? Ou principalmente a falta de regras na nossa liga?

      Não embarco na tese dos coitadinhos dos clubes que não podem ter escalões de formação. No Grande Porto há centenas de clubes com formação que alimenta os escalões seniores e que diga-se é essa mesma formação que sustenta os escalões seniores dos clubes.

      Só quem tem zero conhecimento do futebol formativo é que acha que não é necessário.
      Para muitos desses clubes históricos sobreviverem isso acontece porque os pais dos miúdos sustentam o clube com quotas, pagamento de inscrições, kits, mensalidades e uma série de outros truques financeiros, para que depois os coitadinhos dos clubes se vendam a empresários e contratem e paguem à malta do Corinthians Alagoano.

      E que se perceba uma coisa. Ninguém quer que os clubes joguem com 11 portugueses. Ninguém quer que não se contratem estrangeiros. Os bons trazem qualidade e desenvolvimento aos clubes e ao futebol português no seu todo.

      O que se pretende é que hajam regras idênticas às que a própria Uefa já determina.

      Se qualquer clube não consegue ter 8 jogadores em 25 no seu plantel formados no país mais vale fecharem portas.
      Ao teres regras não só garantes que o jogador português terá sempre um espaço competitivo como também garantes que os estrangeiros que chegam serão contratados com mais critério.

      Não garantes que passem a existir mais Ronaldos, mas certamente vão aparecer mais Pauletas e Cláudios Braga.

      Além do mais há que olhar para o que faz o resto do Mundo.
      Nos países onde deixou de existir regras o futebol piorou e a pool de jogadores seleccionáveis também. Basta olhar para a Itália.

      Enquanto isso os países que dominam o futebol mundial têm essas regras (basta olhar para a Espanha).

      Mas depois dizem há e tal mas a Premier League tem mais estrangeiros que o tugão…
      Factual. Ignora-se é o facto de a Premier League ter aquilo que mais ninguém tem que é rios de dinheiro para poder torrar em contratações falhadas, e mesmo assim consegue ter mais regras de acesso a Premier League do que o tugão porque as licenças de trabalho obedecem a critérios muito específicos.

      Até o antigo Seleccionador que era espanhol alertava para isso, e agora vem o cabelo Pantene da Amadora dizer que isso não é um problema no nosso futebol e que se quiserem espaço que emigrem. Se isto não é abjecto e totalmente desfasado da realidade não sei o que é.

      • manel-ferreira
        Posted Setembro 19, 2026 at 1:28 pm

        O Pauleta não é um bom exemplo, desculpa lá.

        Queres mesmo que acreditemos que NENHUM clube da Primeira Liga mostrou interesse nele depois de ele ser o melhor marcador da Segunda Liga? E isto numa altura em que havia muitissimo mais movimento de jogadores entre clubes portugueses? E estás a falar de um caso que aconteceu há 30 anos, portanto não podes analisá-lo à luz das questões atuais.

        Ele foi para o Salamanca numa altura em que houve uma explosão brutal de dinheiro no futebol espanhol e esses clubes fartaram-se de contratar em Portugal.

        Só o Salamanca veio buscar metade da equipa do Belenenses (treinador incluido) que tinha sido a sensação da época anterior do Tugão. Até o Paulo Bento saiu do Benfica, onde era titularissimo, para ir para o… Oviedo !

        O Cláudio Braga é.o exemplo preferido das pessoas que acham que há desperdício de talento em PT, mas é claramente uma exceção.
        Se quiseres dar outro exemplo de um jogador que nunca tenha tido oportunidades na Primeira Liga e depois tenha explodido noutro campeonato, sou todo ouvidos (e de preferência num campeonato melhorzito que o escocês, que esteve a um penalty falhado de ter apenas um clube nas fases de grupo das competições europeias).

        • Flavio Trindade
          Posted Setembro 19, 2026 at 3:59 pm

          Tens um actual internacional português chamado Pedro Neto, a não ser que não consideres a Premier League menos competitiva que a liga escocesa ou que aches que meia dúzia de minutos são oportunidades…

          Mas porque o teu argumento é válido e tendo em conta que o ratio de estrangeiros é incomparavelmente superior, será que o tugão revelou assim tantos estrangeiros para a alta roda do futebol mundial?

          Até os brasileiros gozam connosco quando dizem que jogadores que nem na Série D eram titulares são estrelas aqui…

          E tu que és um defensor dos pequenos clubes e nalguns pontos tens razão consegues quantificar quantos clubes (muitos deles históricos) fechariam portas sem o dinheiro directo e indirecto gerado pelos seus escalões de formação?

          Nessa posso-te ajudar e digo-te que toda a base do futebol português não profissional provavelmente iria ruir.

          • manel-ferreira
            Posted Setembro 19, 2026 at 5:19 pm

            O Pedro Neto foi vendido por 11 M para a Lazio. Não é um caso de falta de oportunidades (que quase certamente as teria), mas sim de uma venda irrecusável. De lembrar que na altura só se dizia que o Pedro Neto era estúpido e tinha a carreira arruinada e que devia ter ficado em Braga.

            Eu concordo com alguns dos teus pontos, mas nesta questão da formação, identifico-me muito com os comentários do Joga Bonito. Ninguém é contra a formação, obviamente que não. Eu acho-a uma parte importante, como sub-grupo da prospecção, repito. Não como um fim em si mesmo, que parece ser a opinião de alguns aqui.

            O que eu acho é que há nesta conversa muita desonestidade e mentira (Clismo e Jasomp à cabeça), muita arrogância (“eu é que sei como é que os clubes devem ser geridos, eles não sabem”) e um bocado de “birra”, do género tem de ser formação porque sim.

            A formação é UMA maneira de fazer crescer um clube, não é a única, não vai servir para todos. É um bocado ridículo exigir que um clube como o Arouca tenha uma formação forte. Aqui a prospecção toma uma importância maior e essa prospecção nunca vai ser limitada a PT porque muitos dos jogadores que são realmente bons são logo pescados pelos maiores clubes. Tem de se ir a outros sítios.

            Em relação aos clubes que fecharam portas (ou estiveram perto), foi sobretudo por gestão horrível, não por terem mais ou menos formação. Aliás, se havia clube que até lançava bastantes jovens da formação era o V. Setúbal (Ruben Vezo, os irmãos Horta). Não lhes serviu de grande coisa.

            • Flavio Trindade
              Posted Setembro 19, 2026 at 7:10 pm

              Nisso sempre concordamos.
              A formação não deve como é lógico ser o único modelo de desenvolvimento desportivo e financeiro.

              E também concordamos que muitos clubes são pessimamente geridos (mas lá está esse é um problema estrutural no nosso país e não é um problema apenas do futebol).

              Contudo essa má gestão também só acontece porque tal como no caso da formação há uma ausência atroz de regulamentação.
              Clubes com ordenados em atraso, certidões de não dívida marteladas e brincando com o novo treinador, o fair play financeiro não deveria ser uma treta. E todos nós sabemos que há clubes que não cumprem e que competem com clubes cumpridores configurando por si uma tremenda injustiça desportiva.

              E nem é preciso uma revolução. O nosso futebol é bom, os jogadores e treinadores são bons, basta existir regulação num sector que é o farwest porque os clubes assim querem e nós compactuamos com isso.
              E isso é válido para quase todos os momentos da indústria, regular a formação, regular as políticas financeiras, regular arbitragem, ter um futebol mais são.

    • Joga_Bonito
      Posted Setembro 18, 2026 at 8:25 pm

      Depois de ter mudado a minha foto de perfil o meu nome de user mudou temporariamente. Aconteceu isto a mais alguém?

    • filipe19
      Posted Setembro 18, 2026 at 7:44 pm

      Eu acho a tua opinião um mito. Em Portugal existem 36 clubes professionais, se todos eles tivessem uma academia, estariam aqui mais de 700 (36×20) jogadores que seriam formados em Portugal. Se todos os clubes pudessem no mínimo aproveitar dois jogadores por época teríamos aqui 72 jogadores por ano a subir ao futebol professional. Isto é utopia? Eu acho que não, podíamos perguntar os nuestros vecinos como eles fazem. Eles apostam imenso no produto nacional, até existem clubes como o Bilbao que só contratam jogadores da própria região deles e mesmo assim nunca deixaram de ser um clube com éxito. Para não falar do sucesso da seleção nacional espanhola.
      Eu na semana passada encontrei um jogador no Estrela Amadora. O rapaz tem 21 anos, é defesa direito e chama-se Max Scholze. Chegou da terceira divisão alemã em janeiro e entrou logo na equipa A do Amadora. Não como titular mas ainda fez mais que 800 minutos no resto da época passada. Esta época já começou em cinco dos seis jogos como titular. Agora a minha pergunta: o que tem um jogador, vindo da terceira divisão alemã diretamente para a primeira divisão portuguesa, que um jogador português, p.ex. da segunda divisão ou duma equipa B dos grandes não tem? Qualidade? Poxa, se não houver qualidade na formação de Portugal então algo está mesmo muito mal. E isso em todas as frentes. Assim, o JJ também estaria errado no que disse, mas ele também nunca ligou muito à formação daí não me admiro nada.
      Enfim, na Alemanha foi preciso um descalabro, ironicamente contra Portugal em 2000, para apostar mais na formação e até 2018 foram das melhores seleções do mundo. Agora é a Espanha que fez o mesmo. Eu não acho isso um por acaso. Mas nós ainda vamos precisar esse descalabro desportivo, só depois a que acordam.

      • _Mushy_
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:57 pm

        (cont)
        Quando um miúdo começa a dar nas vistas, não saí por milhões como fazem os grandes ou clubes mais estruturados como Braga, Famalicão, Vitória e poucos mais, saí por uma arroba de batatas e são esses clubes que tem proveito, porque a maioria não tem capacidade de estar a pagar milhares de euros por várias pseudo promessas sem certeza que vão vingar com a subida de nível, como acontece a tanta pseudo promessa.

      • _Mushy_
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:54 pm

        Isso tudo, academias, técnicos, funcionários, etc
        Tudo isto seria pago com uma sandes manteiga e um copo de água da torneira.
        Não é com um estalar de dedos que aparece um craque ou um mediano, o custo é elevadíssimo sem certeza de proveito.

        Mas sim existe tantos pés de chumbo estrangeiros que muitos portugueses poderiam ocupar os seus lugares.
        Mas falar em apostas de academias e coisas muito avançadas tem custos que estes clubes não tem capacidade para tal

        • filipe19
          Posted Setembro 19, 2026 at 9:34 pm

          Custos que 20 equipas gastam num plantel sub23 a jogar num campeonato à parte. Esse campeonato por acaso já tem uma quota de estrangeiros de “apenas” 40% ou seja 60% portugueses.
          Mesmo assim equipas como o Torreense e Portimonense têm mais de 20 jogadores estrangeiros nesses planteis. Porquê?

      • Joga_Bonito
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:31 pm

        Ah, e para ver que não estou contra os jovens, sempre fui fã de apostar no Tiago Gouveia como lateral direito, nem que fosse para fazer carreira no clube, tal como o Tino, um jogador muito mal amado e que sempre defendi com unhas e dentes e que me opus à sua saída. Defendo que sem medo se aposte numa luta saudável entre Moreira e Echeverri, dois jovens, pela posição 10, que Samu jogue até ao final do ano para ver o que dará na baliza e que Neto tenha chances na lateral esquerda, gostei muito do que lhe vi no jogo de estreia, creio que tem muito potencial. Não alinho é no discurso de que por cada estrangeiro que venha há sempre algum português que supostamente é muito melhor, mais barato ou na chantagem emocional que temos de obrigar os clubes, sobretudo os pequenos a jogar com meio plantel emprestado pelos grandes, mamarem 5-0 em cada jogo mas o que importa é “promover os jovens talentos”. Os clubes existem para competir, quem tiver qualidade e potencial joga, quem não tiver salta fora.

      • Joga_Bonito
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:24 pm

        Volta a bater na tecla do “há muitos jogadores de grande qualidade”, quando a maioria dos clubes se achar 1 jogador com nível, por ano é muito. E ainda se esquece que a maioria dos atletas que tem qualidade está concentrado em 7 a 10 clubes da primeira liga, os 36 clubes profissionais de que fala na sua maioria têm plantéis de formação sem qualquer talento de nível top, porque esses quando surgem, aos 14-15 anos vão para os três grandes ou mais 4 ou 5 clubes de topo. Aonde vai buscar 72 jogadores por ano para surgir em Portugal? Até nos grandes já achar 1 de topo é difícil, quanto mais em clubes pequenos achar 2, 3 ou 4. As pessoas continuam presas ao mito do mar de talento espalhado quando tal nunca se provou. Portugal tem cerca de 30-40 jogadores de qualidade acima da média, sendo que aqui se incluem desde jovens a despontar, como Mora, Quenda, Araújo, Samu, passando por alguns bons jogadores nos clubes pequenos que serão chamados em certo momento, passando por craques mundiais como Neves e Vitinha ou veteranos como CR, Cancelo, Bernardo ou Bruno Fernandes. Só para fazer um grupo de cerca de 40 selecionáveis temos de recorrer a quarentões como o CR ou a adolescentes como o Mora. Não existem portanto 72 jogadores jovens por ano a despontar com qualidade acima da média e se os clubes subissem todos os anos 2, 3, 5 ou 6 a maioria seria refugo que nem na 2ª divisão teria nível. Basta ver a carreira que fazem muitas das estrelas de formação dos grandes, apenas jogarão nas ligas romenas, cipriotas e afins.
        Eu não nego que acha absurdos nos pequenos e grandes e que em alguns casos se comprem estrangeiros sem necessidade, quando haveriam portugueses no plantel que fariam o mesmo. O problema é alimentar a ilusão de que há dezenas de craques em Portugal todos os anos e não se ter sequer o mesmo discurso quando o caso se inverte. Alguém vem dizer que o Estrasburgo fez mal em contratar 3 jovens lusos e que ao invés deveria apostar na sua formação?

  • Fantantonio
    Posted Setembro 18, 2026 at 2:59 pm

    A formação em Portugal que fornece jogadores à seleção concentra-se num punhado de clubes. Não haver espaço para o jogador português mesmo para jogadores excedentários provenientes da formação desses mesmos clubes, fará sempre com que haja sub-aproveitamento. Nesta última década, o talento tem sido abundante, mas o que acontece se levarmos com 2 ou 3 fornadas seguidas sem conseguir arranjar jogadores para substituir os que existem com garantias de qualidade semelhante? É ver as convocatórias da seleção entre 2010 e 2014. Neste período de tempo, ainda havia jogadores com proveniência do Varzim e do Rio Ave que foram ajudando a que a situação não fosse ainda pior, mas não é de negar que – juntando ao facto de jogadores como Tiago, Ricardo Carvalho e Ricardo Quaresma estarem riscados – algumas opções teriam dificuldades para entrar na maioria das convocatórias até ao início dos anos 80, falando apenas de qualidade individual. Melhorar o nível competitivo do campeonato interno, com talento português também ajuda o jogador português que chega à seleção jogando no seu país porque a diferença de ritmo não será tão notória, ajuda o jogador português médio a não ter tantas dificuldades quando muda de clube e o nível sobe, os clubes portugueses têm mais hipóteses de conseguir bons encaixes se conseguirem formar bons jogadores dos seus próprios quadros, as suspeitas de entrepostos e jogadas de empresários ou fundos são menores, etc etc. Mas pedir ao JJ uma ponderação sobre o assunto para ter uma opinião informada e sensata, talvez seja pedir demasiado. Nunca foi o seu forte, não ia ser nos 70 que ia mudar.

    • manel-ferreira
      Posted Setembro 18, 2026 at 7:07 pm

      Isso do “não haver espaço para o jogador excedentário das principais formações”, é preciso dizer que também é por culpa dos próprios jogadores, ou porque estão habituados a salários mais altos, ou porque sentem que jogar num clube pequeno/médio tuga está abaixo deles, ou porque os empresários preferem mostrá-los lá fora. Tudo isto junto, os jogadores preferem ir lá para fora. O próprio Clismo já admitiu isto, e, sim, é uma realidade.

      Em relação à história de os clubes conseguirem melhores encaixes com a formação, certo, tal como o conseguem com a prospecção (e têm conseguido). Sempre considerei que a formação é um sub-grupo da prospecção, ambos fazem parte da ideia de comprar barato (e, sim, formar também custa dinheiro) e vender caro.

      De resto, faço minhas as palavras do Jg, (que calculo seja o Joga Bonito), não existe essa super-quantidade de talento em PT que se julga aqui.

  • Flavio Trindade
    Posted Setembro 18, 2026 at 2:47 pm

    Nunca foi um problema para ele não é agora que vai ser…
    Bons, bons eram o Luiz Felipe e o Cortez que ele via quando não tinha sono no PFC.

    Agora podem gozar com Clismo à vontade, mas esta frase do novel Selecionador é mais reveladora do estado de espírito de muitos dos que gozam com ele.

    Desconstruindo… a formação é muito boa, espetacular, mas até é bom que eles saiam e vão ser bons lá fora porque cá dentro a malta do Corinthians Alagoano é que é boa.

    Ou seja, o novel Seleccionador responde a um dos principais problemas da nossa Liga da mesma forma que um ex- Primeiro Ministro Português que convidava o talento a emigrar porque dá jeito manter uma economia com base no miserabilismo.

    No caso estamos a falar da mesma pessoa que ignorou por completo durante 6 anos uma das melhores escolas de formação do mundo, e que quando voltou bateu o recorde de maior investimento da história do futebol português à pala dessa mesma formação que ele ignorou, mas mantendo os mesmos vícios e as mesmas cebolinhas do PFC.

    Mas claro, a culpa é do Clismo…

    • _Mushy_
      Posted Setembro 18, 2026 at 8:50 pm

      “convidava talento a emigrar”
      É preciso perceber o contexto económico da altura e o que se passava na altura.
      No entanto continuam a emigrar em mesmos números aos dias de hoje, simplesmente não é tema para deitar abaixo, qual a parte da crise que havia e as noticias plantadas para deitar abaixo o governo?!?!

      Continuam a emigrar porque Portugal não oferece condições que eles conseguem lá fora, ninguém substitui um enfermeiro ou engenheiro por um pedreiro da Romênia.

      Um simples conhecimento das grandes economias mundiais, saberá que eles pagam mais para cativar esses talentos.
      Proporcionam leis de trabalho bem diferente ou impostos baixos que faz haver mais empresas ou as empresas a querer instalar nesses países, enquanto em Portugal qualquer mudança aparece sempre “forças” a puxar para trás o desenvolvimento.

      Um simples empacotador de um fábrica nos EUA ganha mais que a um licenciado a trabalhar vários anos.
      A diferença é que quando esse trabalhador não é produtivo, é mandado fora e procura-se outro que seja PRODUTIVO (o grande mal de Portugal), enquanto cá para se fazer isso é um tormento.

      Produtividade em Portugal é menos 25% da média europeia, e quase 1/3 da Irlanda e quase menos 60% dos EUA.
      Querem pagar mais a quem é pouco produtivo?? quando não se fatura suficiente para pagar?

      O tecido empresarial é também culpado por ser adverso a mudança e por haver demasiadas PME paradas no tempo sem evolução, enquanto em outros países com mais grandes empresas, as PME trabalham para essas grandes empresas, criando mais valias para todos.

      Não é por acaso que alguns países do leste que estão atrasados em 10-20anos de subsídios comunitários em relação a Portugal que já recebe muito mais tempo, já terem ultrapassado ou em vias de ultrapassar.

      Há uma grande diferença de governo e entidades trabalharem para desenvolver o país, e de Portugal que tem interesses da caça ao voto e caga para o desenvolvimento criando obstáculos contantes ao desenvolvimento e outros que fazem para proveito próprio com interesses/pressão lobista

      • Flavio Trindade
        Posted Setembro 19, 2026 at 9:39 am

        Mushy, o contexto e económico não era assim tão diferente.
        A economia portuguesa está assente em serviços de pouco valor acrescentado, logo nunca podem ser muito produtivos, e a sociedade está assente em princípios de “igualdade” que são nefastos para teres um pais produtivo.

        Começa com uma educação pobre e ultrapassada e depois chega ao tecido empresarial.
        A meritocracia e o reconhecimento da produtividade não existem, e o melhor exemplo que te posso dar é se um gestor tiver uma empresa que para dar lucro (e esse é o objetivo) tiver 10 colaboradores, onde os 10 ganham o mesmo mas 6 estão muito abaixo dos patamares de produtividade, e os outros 4 consigam sozinhos rentabilizar o investimento o cenário lógico seria subir acentuadamente o base desses 4 colaboradores. Continuarias a ter lucros e premiavas e reconhecias os melhores.

        Contudo o que vês é que o tecido empresarial na sua maioria perpetua essa falsa equidade e a médio prazo o lucro cai porque a produtividade vai passar a ser balizada por baixo (afinal de contas ganham todos o mesmo no fim do mês)
        Os médicos, professores, engenheiros, gestores, ajudantes de cozinha, empregadas de limpeza, não são todos iguais, não têm know hows iguais, não produzem igual, não têm que ganhar o mesmo.

        Isso e o facto de ainda se achar que a produtividade é igual ao número de horas trabalhadas. Ou seja aos olhos da maioria, quem trabalha mais horas é mais produtivo e no entanto na minha realidade os quadros medios e superiores mais produtivos conseguem sê-lo em 4h enquanto os restantes consideram-se produtivos porque têm 7h de reuniões via teams e a outra hora descansam entre reuniões entre cafés e cigarros.

        É uma economia de baixo valor, recheada de clichés do século passado, que protege e perpetua a mediocridade e que se mantém igualzinha desde 74 porque afinal de contas só se vota na alternância entre dois partidos, o que significa uma aceitação da mediocridade por parte dos eleitores.

    • manel-ferreira
      Posted Setembro 18, 2026 at 7:04 pm

      Se calhar, as pessoas “gozam” com o Clismo porque, por cada comentário ponderado, são 50 comentários de mentiras, desonestidades, conspirações da treta, pretensões de economista e arquiteto (e, sim, com muita xenofobia à mistura).

      Também não percebo isso de “a culpa é do Clismo”. Obvviamente que a “culpa” não é dele nem de ninguém que comenta aqui. Somos apenas comentadores de tasca, temos zero influência sobre o que quer que aconteça no futebol português

      • Flavio Trindade
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:36 pm

        Manel acho que toda a gente neste blog já teve comentários infelizes até porque ninguém é o dono da verdade.

        Mas o que está em causa neste post é outro (entre muitos só nesta CI) problema ao qual esta pessoa que agora é Selecionador não só desvalorizou como ainda fez questão de o agravar com uma posição absolutamente ridícula.

        Lembrar o que o Clismo possa dizer de certo ou errado é totalmente irrelevante quando não se condenam afirmativamente estas declarações.

        E digo isto enquanto pessoa que preza ler os teus comentários apesar de termos várias diferenças de opinião porque os considero construtivos.

        Eu pessoalmente achei estas declarações do novo responsável da Seleção verdadeiramente nojentas e só por ser quem é, é que ninguém o rasgou por completo de alto a baixo.

    • filipe19
      Posted Setembro 18, 2026 at 4:05 pm

      A culpa não é do Clismo. Eu acho que nunca foi. Ele em muitos pontos está certo e o que o JJ disse sobre o estado da nossa liga, enquanto tinha aqui uma oportunidade de colocar este problema na frente dos holofotes, foi simplesmente uma vergonha. Fiquei chocado. Porque é como tu disses, convidam os nossos talentos de emigrar em vez die criar a riqueza aqui no nosso país. Isto é tão autodestrutivo que não consigo compreender como é que este assunto não pode estar na ordem do dia todos os dias até que seja finalmente resolvido. E não estou a falar só do futebol, pior ainda são os jovens, o capital humano em que o estado investe, que decidem ir para o estrangeiro.
      O problema com o Clismo, falo agora por mim, é ouvir este disco por todo lado. Como também aconteceu ontem após uma noite histórica do Torreense. O Manel Amorim ainda consigo ignorar mas como o Clismo às vezes também aponta o dedo onde devia apontar, ainda continuo a ler os comentários dele. Por vezes digo alguma coisa, por vezes não.
      Voltando ao JJ: nem sei o que dizer. Ele é isto e com a idade não vai para melhor.

      • Tiago Silva
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:43 pm

        Acho que disseste tudo filipe19! O problema foi exposto na conferência de imprensa, o problema tem sido discutido muito ultimamente sem grande reação da Federação. O JJ teve aqui a oportunidade de mostrar o que a federação está a fazer para reter talento no nosso campeonato e deixar o desenvolvimento senior dos nossos jogadores nas mãos do futebol português e não dependendo de outros. O que acontece se os clubes estrangeiros deixarem de apostar no jogador português? O que o nosso futebol retira ao ver jogadores portugueses noutros clubes?

        Concordo contigo isto não é só no futebol, pouco estamos a fazer para reter o talento português mas isso é discussão para outro forum. O JJ disse o que acredita e o que a federação acredita, está tudo bem em não termos jogadores nacionais a jogar no principal escalão português! O mesmo se passa embora em menor escala na segunda e terceira divisão. Não aprendamos com a Itália. Não vejamos o caso da Espanha.

      • Flavio Trindade
        Posted Setembro 18, 2026 at 8:29 pm

        Filipe como apontas e bem, o nosso futebol é o reflexo da sociedade que temos.
        Não gosto muito de enveredar pelo comentário político e até gosto de me distanciar disso o mais possível porque não acredito totalmente em nenhuma ideologia ou corrente.

        Os países mais evoluídos fazem-se de políticas tanto de direita como de esquerda e as que mais e melhores efeitos têm são as mais divisivas em cada uma das correntes, mas a nossa sociedade tem um atraso histórico que dificilmente vai ser recuperado a médio prazo, e tal como somos deficitários socialmente e economicamente também o nosso futebol o é.

        • BP
          Posted Setembro 19, 2026 at 5:39 pm

          Bem, assim ‘obrigas-me’ a pronunciar-me sobre este teu off topic…:-)

          «Os países mais evoluídos fazem-se de políticas tanto de direita como de esquerda», escreves. Mais ou menos…na verdade, os países mais desenvolvidos do mundo, de todos os pontos de vista, são os países escandinavos. São também os países escandinavos a liderar invariavelmente o World Happiness Report da ONU (índices de felicidade dos cidadãos), estando anualmente 4 a 5 países escandinavos no top 5.

          E as políticas que levaram os países escandinavos, já desde o século XX, a esses resultados de desenvolvimento, riqueza, progresso e felicidade dos cidadãos foram políticas de esquerda: a social-democracia escandinava do século XX (também chamada de “Modelo Nórdico”) é uma ideologia de esquerda não comunista, que congrega uma economia de mercado livre com um Estado Social muito forte. Eles têm uma verdadeira e robusta rede de protecção social dos cidadãos, incluindo em termos de leis laborais, num contexto de democracia liberal e economia de mercado que integra a iniciativa privada – distinguindo-se assim do comunismo, que advoga o total controlo estatista da economia, em detrimento da economia de mercado, além de práticas iliberais e anti-democráticas, censura, gulags, etc…

          • Flavio Trindade
            Posted Setembro 19, 2026 at 6:55 pm

            BP acabaste de concordar comigo.
            Os modelos de desenvolvimento nórdicos juntam liberalismo (que no nosso país têm os seus defensores à direita) e um modelo de proteção social bem enraizado (que em Portugal equivale a muitas das ideias das bancadas mais à esquerda).

            Mas não irás ouvir um comunista ou alguém do Livre a apoiar o liberalismo, como não vais ouvir ninguém da IL a querer regular os mercados.

            Mas sim o exemplo que deste é óptimo e partilho dessa opinião mas os conceitos de esquerda e direita nos países nórdicos são bem diferentes dos que há na Península Ibérica por exemplo.

            • BP
              Posted Setembro 19, 2026 at 9:24 pm

              Tudo certo. E agradeço a resposta. Mas o ponto para mim é que nem toda a esquerda rejeita a economia de mercado! Só a esquerda comunista a rejeita, as outras esquerdas não a rejeitam, pelo contrário: a esquerda social-democrata, a esquerda verde europeia e a esquerda do socialismo democrático (PS, PSOE, etc) defendem a economia de mercado e a livre iniciativa privada. Depois também defendem que o Estado a regule, em função de valores de esquerda como a defesa do bem comum e dos serviços públicos, da justiça social ou da redistribuição da riqueza, por exemplo.

              Mas o ponto é que, fora a esquerda comunista, toda a restante esquerda (incluindo o Livre, que é esquerda verde europeia, não é esquerda marxista-leninista, não é igual ao PCP) defende que haja sector privado e livre economia de mercado.

              Isto para mim, como cidadão de esquerda, é muito importante porque julgar toda a esquerda em função da esquerda comunista é o que faz a direita constantemente, como arma retórica, e é uma enorme distorção, que esta nova extrema-direita constantemente explora. Eu debati durante dois anos com norte-americanos MAGA (apoiantes do Trump) – por motivos profissionais – e eles estão constantemente a chamar «comunista» a toda a esquerda! Toda e qualquer ideia que não seja de direita para eles é logo excomungada com o carimbo do «comunismo» ou do «socialismo» (eles não distinguem os dois pq são néscios como um penedo e ainda mais ignorantes rsrsrs)!…

  • O Comendador
    Posted Setembro 18, 2026 at 1:28 pm

    Exato. Em Itália isso correu bem….

  • manel-ferreira
    Posted Setembro 18, 2026 at 1:23 pm

    Os meus copos de água já estão aqui todos a tremer, é sinal de que o Clismo leu isto e… Ele vem aí… Não se mexam que a visão dele é baseada no movimento!

    • Antonio Clismo II
      Posted Setembro 19, 2026 at 8:25 am

      Há quem diga que Portugal é na verdade um país dos balcãs que está apenas mal localizado no mapa… se calhar têm razão..

  • Mantorras
    Posted Setembro 18, 2026 at 1:20 pm

    Talento nao falta na nossa seleccao, o problema nao tem tido essa consequencia toda que se fala.

    • Antonio Clismo II
      Posted Setembro 18, 2026 at 11:19 pm

      É fazer um exercício simples. Pega em cada um dos jogadores da nossa seleção e vê porque razão eles chegaram ao nível de jogadores de seleção e a resposta mais comum é: Por acaso, por sorte ou por geração espontânea.

      Samu Soares- só agora aos 24 anos é que está a ser aposta, depois de terem apostado num estrangeiro durante 4 anos a enterrar…

      Diogo Costa – Foi preciso um Marchesín a enterrar bastante para apostarem no miúdo, 2 anos depois do que era suposto, e isso fez com que perdesse o comboio e é por esse atraso na sua aposta que hoje aos 27 anos ainda esteja no FC Porto.

      Rui Silva- Outro que teve que sair para se fazer jogador, se tivesse ficado tinha tido apenas chance na Liga 3…

      Nuno Tavares- Teve que sair para lhe darem valor. Aqui em Portugal estava demasiado agarrado a beijar cães e a ser vilipendiado pelos próprios adeptos que batiam palmas à sua venda para depois irem buscar o Ristic e o Jurasek…

      Diogo Dalot – Outro que foi usado como moeda de liquidez e teve que sair para se fazer jogador

      Cancelo – Saiu para o clube ter liquidez para comprarem o grande Luis Felipe ao poderoso Criciúma…

      Nuno Mendes – só foi aposta por teimosia do Rúben Amorim porque até aí era suplente do Echedey Carpintier na formação do Sporting.

      Gonçalo Inácio – Só foi aposta por teimosia do Rúben Amorim. Sem ele hoje estaria num Torreense.

      Tomás Araújo – Aos 24 anos e nem sequer é considerado ainda titularíssimo do Benfica.

      Renato Veiga – No Sporting não contavam com ele, ligou ao empresário que o meteu logo em clubes de nomeada.

      Ruben Dias – Só foi aposta no Benfica porque começou a ser óbvio que o Luisão, Jardel ou Lisandro López já não tinham nível e lá foram obrigados a apostar no miúdo.

      Palhinha – Foi sempre posto de parte, teve que ir para o Braga por empréstimo para lhe darem o devido valor.

      Rúben Neves – Foi um treinador espanhol que teve a coragem de pegar nele saído dos juvenis e mete-lo a titular da equipa titular. Sem o Lopetegui, hoje estaria no Feirense na melhor das hipóteses.

      João Neves – Foi um treinador alemão que o foi buscar quando nem sequer era titular da equipa B.

      Vitinha – Conceição tentou queimá-lo não uma, mas duas vezes, e teve que sair para voltar sempre mais forte até que foi usado como mecanismo de liquidez.

      Bernardo Silva – Outro que saiu para dar liquidez ao clube para poder ter dinheiro para se encher de jogadores como Djuricic, Sulejmani ou Talisca…

      Fábio Silva – Jogador saido como mercadoria para dar liquidez ao FC Porto para poder comprar Enalison, Toni Martinez, etc

      Francisco Trincão – Talvez um dos que tenha tido o trajeto mais natural, foi aposta natural bem cedo, saiu, falhou lá fora, voltou e solificou-se como jogador.

      João Félix – Só foi jogador porque houve um despedimento de treinador, porque o plano para essa época era apostarem nos caríssimos Facundo Ferreyra, Nicolás Castillo e Seferovic a fazerem companhia ao velhinho Jonas e foi um miúdo que acabou por roubar o lugar por teimosia do novo treinador Bruno Lage que ganhou o campeonato de uma forma época com a prata da casa.

      Cristiano Ronaldo – Fez-se jogador lá fora.

      Rafael Leão – Fez-se “jogador” lá fora. Cá fez apenas 5 jogos pela equipa principal do Sporting antes de inventar a rescisão por causa da invasão da Academia.

      Pedro Neto – Fez-se jogador lá fora.

      Gonçalo Ramos – Andou a comer banco do Yaremchuk, Carlos Vinicius, Seferovic, Waldschmidt, Darwin Nunez, etc antes de lhe darem verdadeires chances. Assim que lhe deram foram campeões e foi vendido logo para dar liquidez ao clube para poderem comprar mais tamancos estrangeiros pagos a peso de ouro..

      Francisco Conceição – Teve que ter o pai como treinador para o martelar até dar jogador minimamente com sentido coletivo (se bem que dou mais mérito ao Rui Jorge que foi quem o começou a meter a jogar por dentro nos sub21 e começou a ser mais útil a partir daí).

      E podia pegar em mais casos como o Matheus Nunes que andava na Liga Revelação antes de apostarem nele, e muitos outros casos. Só para dizer que para se ser jogador de nível de seleção em Portugal é mais devido ao acaso do que devido a uma aposta sustentada e um projeto definido.

      Ninguém nasce craque, os craques são construídos. Em Portugal são aos trambolhões e por mero acaso. E isso não deixa de ser singular.

      Bruno Fernandes –

      • manel-ferreira
        Posted Setembro 19, 2026 at 5:17 pm

        Tens de parar de insistir nessa mentira descarada de que o Rui Silva foi lá para fora procurar oportunidades que não teve cá. Ele era TITULARISSIMO do Nacional quando foi vendido para o Granada. Não foi nenhum caso de “pobrezinho que ninguém lhe deu oportunidades”.

        É que já não é a primeira vez que insistes nisto e é por parvoíces dessas que ninguém te leva a sério.

  • maZe
    Posted Setembro 18, 2026 at 1:10 pm

    Ui o que ele foi dizer, já dá para vislumbrar o Clismo ali atrás dos arbustos.

    • Antonio Clismo II
      Posted Setembro 19, 2026 at 8:22 am

      A Liga ter alterado as regras de inscrição (que já eram ridiculamente permissivas) no ano passado e ter passado de permitir a inscrição de planteis com a obrigação de 8 atletas formados localmente (no país) num grupo de 27 (ou seja o limite era 19 estrangeiros e depois o resto tinha de ser formado localmente para plantéis de 30 jogadores (ou seja agora um clube pode ter 22 estrangeiros e zero portugueses (inscrevem 8 júniores só para inglês ver, obviamente que nunca vão contar para o totobola) e está tudo bem, o clube pode competir na Primeira Liga…

      E eu sou contra quotas no futebol, nunca acreditei em quotas diretamente na ficha de jogo, como existe na Turquia, por exemplo, porque isso é uma medida burra que cria sempre feedback loops negativos para a sustentabilidade do respetivo sistema e cria incentivos negativos que não importa investir energia.

      Mas acredito no poder da regulamentação à partida. Um clube não pode começar uma época com 25 estrangeiros e apenas 5 portugueses no plantel. Se nem nas competições europeias isso é permitido (teoricamente – pois os atletas formados localmente podem até nem ser nacionais, mas imaginemos que sim) como é possível ser permitido nas competições domésticas?

      Não estou a dizer que todos os clubes em Portugal deveriam adoptar o modelo do Athletic de Bilbao, mas teriam porventura muito a aprender com o sistema espanhol que tem regras muito claras para a inscrição de clubes e facilmente será um sistema futebolístico que se vai manter fortíssimo pelas próximas décadas porque está sustentado desde a base até ao pico da pirâmide.

      Numa Liga com 18 clubes e cerca de 500 atletas em competição, existirem somente cerca de 100 atletas portugueses (e a maior parte com papéis secundários e terciários nos planteis) devia preocupar toda a gente.

      E ainda para mais, quando os bajuladores e apoiantes da composição massiva de jogadores estrangeiros dizem que é para trazem mais qualidade, bla bla bla… então como explicam o nível de jogo na Liga Portuguesa ser ridículo? Tempo útil de jogo ao nível da Roménia, Estádios decrépitos e vazios, sem adeptos, clubes sem ligação às comunidades, arbitragem corrupta à lei do envelope e quem pagar mais pelos serviços especiais, lugares nos campeonatos decididos à mesa de jantar e nos parques de estacionamento dentro de carros para ninguém ver, pela calada (quem sobe, quem desce, quem vai às competições europeias), doping institucionalizado, match-fixing generalizado, mais de 80% das equipas patrocinadas por casinos online… Já nem falo na lavandaria generalizada por quem se apodera dos clubes, já têm máfia e organizações criminosas de leste e da américa do sul envolvidas em vários clubes…

      É triste mas é verdade…

    • Antonio Clismo II
      Posted Setembro 18, 2026 at 10:44 pm

      Sim os italianos também diziam o mesmo há 15 anos atrás.

      • Antonio Clismo II
        Posted Setembro 19, 2026 at 11:35 am

        Estás declarações do JJ não fazem sentido absolutamente nenhum.

        É como se as Universidades portuguesas agora só quisessem estudantes estrangeiros e apenas deixassem que 20% das vagas fossem para estudantes portugueses e segundo a lógica dele, não haveria problema nenhum porque temos a melhor educação do mundo e até é melhor eles saírem para o estrangeiro para estudarem lá fora…

        Pode correr bem para um ou outro, obviamente mas isso a longo prazo iria fazer colapsar o tecido social e o futuro do país.

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