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Brasileirão aprova redução de estrangeiros: máximo de cinco a partir de 2030

Boa medida? Vai inflacionar ainda mais o mercado e precipitar a aposta em jovens.

Os clubes dos dois principais escalões do futebol brasileiro aprovaram a redução do limite de estrangeiros. A partir de 2027, as equipas do Brasileirão passam a poder utilizar, no máximo, oito jogadores estrangeiros, menos um do que o limite atual. O número será reduzido para cinco a partir de 2030. Recorde-se que, por exemplo, o Grémio no último encontro utilizou 8 estrangeiros.

11 Comentários

  • Antonio Clismo II
    Posted Setembro 22, 2026 at 8:49 pm

    Não sou a favor de quotas, nunca resulta, mas o Brasil tinha que fazer alguma coisa, porque basta ver a seleção que têm e na maioria das posições estão ao nível de um Senegal e a perspectiva é que as coisas piorem antes de melhorarem porque não se perspectivam assim talentos a aparecer (especialmente nas laterais, baliza, etc).

    Não deixa de ser surpreendente uma vez que o Brasil é o Brasil, 215 milhões de pessoas apaixonadas por futebol e conseguem chegar a este ponto…

    O problema é tão complexo que nem consigo explicar onde está a falhar, mas eu acredito que tenha muito a ver com a baixa escolaridade, demasiada pressão cedo demais, demasiada influência de empresários a tentar ganhar dinheiro fácil e rápido que acabam por estoirar com a carreira de um jogador antes mesmo desta começar, má gestão dos clubes que precisam sempre de fazer dinheiro e vendem logo tudo o que mexe e depois acho que a pressão absurda dos adeptos faz com que exista pressão de contratar muitas vacas sagradas, mesmo quando já não rendem absolutamente nada… não sei, o nível de treino melhorou com os treinadores estrangeiros, as infraestruturas melhoraram, os salários melhoraram, há um pouco mais de profissionalismo, mas as máfias, as apostas online e todos os outros problemas acabam por deitar tudo a perder…

    Olha seria uma tese de mestrado muito boa, para quem quiser debruçar-se sobre isso.

    • Marco
      Posted Setembro 23, 2026 at 8:24 pm

      Nunca resulta? Normalmente concordo com muito que dizes (ao contrário da criancada “premier league” daqui”). Se ha coisa que funciona sao quotas. O futebol era interessante enquanto houve quotas de estrangeiros. Agora é apelar ao pessoal de menos QI que apoiem uma equipa da liga mais rica.

      E mesmo o apogeu do futebol italiano foi baseado no ban de 1966, o que lhes possibilitou dominar o futebol nos 30 anos seguintes.

      O futebol só ganhará verdadeiro interesse e aquela paixão antiga quando houver limites de estrangeiros outra vez. Agora so interessa a “mercados televisivos” (africa/india/china) e a europeus mais fraquinhos da cabeca

  • Antonio Clismo II
    Posted Setembro 22, 2026 at 9:03 pm

    Já o caso português apresenta um dos maiores paradoxos do futebol mundial. Portugal tem das melhores academias de formação do planeta e uma das seleções mais valiosas, mas a Primeira Liga transformou-se num entreposto comercial que bloqueia o talento nacional intermédio.

    Mas não deixa de ser ridículo que existam clubes na Primeira Liga PORTUGUESA quase sem portugueses ou a entrar em campo com mais uruguaios do que portugueses (O uruguai… esse país com 3 milhões de habitantes).

    Estando na União Europeia, qualquer limitação a cidadãos comunitários é ilegal devido à Lei Bosman. O único travão viável seria a exigência estrita de Jogadores Formados Localmente (JFL).

    O regulamento da Liga obriga os clubes a inscrever um mínimo de 8 Jogadores Formados Localmente (JFL) no plantel principal (ou 10, no caso de clubes com equipa B).

    Enquanto na Liga Portugal 2 existe a obrigação expressa de incluir pelo menos 3 JFL e 3 atletas sub-23 na ficha de cada jogo, na Primeira Liga essa obrigação desaparece.

    Como a regra só se aplica à lista global de inscritos, basta aos clubes registar o 2.º ou 3.º guarda-redes e um punhado de jovens da formação (ou com contrato profissional) no plantel de 27 a 30 atletas. No dia do jogo, a ficha com os 20 convocados e o onze titular podem apresentar zero portugueses ou formados localmente sem qualquer infração regulamentar.

    A Primeira Liga figura repetidamente nos relatórios do CIES Football Observatory como uma das ligas europeias com maior percentagem de minutos concedidos a jogadores estrangeiros, rivalizando com campeonatos como o de Chipre…

    É caso para dizer, as regras já eram demasiado permissivas, mas ainda ficaram piores no ano passado e neste momento é como se não houvessem regras…

    • Jota Caiado
      Posted Setembro 23, 2026 at 10:56 am

      Nao digas disparates, meu. Estas todo trocado… A lei Bosman nao tem nada a ver com limitacao de estrangeiros. A lei bosman deu o direito aos futebolistas de exercerem a sua atividade profissional livremente quando o contrato termina – o que antes nao acontecia. Basicamente criou as “transferencias livres” e o jogador ser “dono do seu passe”.

      • Daervar
        Posted Setembro 23, 2026 at 12:53 pm

        Precipitaste-te aí.

        A chamada Lei Bosman foi mais ampla do que referes por ter reforçado os direitos básicos de qualquer trabalhador dentro da EU.
        Como tal reforçou também a proibição de limitação de jogadores estrangeiros EU inscritos ou a jogar em equipas sediadas no território EU.

  • Art Vandelay
    Posted Setembro 22, 2026 at 10:03 pm

    Muito bem e devia ser assim em todos os países europeus também, para evitar a formação das actuais 7/8 super equipas, que são autênticas seleções mundiais e desvirtuam por completo as competições

    • Antonio Clismo II
      Posted Setembro 23, 2026 at 8:45 am

      Acho que se deveria regulamentar as entradas/saídas porque é aí que o futebol está a apodrecer, juntamente com as apostas online.

      Não digo para todos os clubes serem o Athletic de Bilbao, mas limitar a apenas 5 contratações por ano faria com que fossem obrigados a apostar fortemente na formação e a terem constantemente uma “equipa sombra” preparada para qualquer eventualidade composta por jovens jogadores com potencial. Desta forma os clubes com boas formações e boas ligações à comunidade iriam colher frutos e os clubes artificiais que só existem para extorquir e lavar dinheiro sem dar nada em troca naturalmente iriam abaixo e desapareciam.

    • Jota Caiado
      Posted Setembro 23, 2026 at 10:59 am

      Pois, so ha um problema. E’ ilegal.

  • Um Jasomp
    Posted Setembro 23, 2026 at 6:15 am

    É certo que não sendo um país da UE, têm outro tipo de facilidade em tomar estas medidas.
    Mas vêem que a qualidade da seleção está a cair a pique e por isso têm de priorizar.

    Acho que, um pouco como em Espanha, embora eles tradicionalmente preferem espanhóis já de si, Portugal deveria, o quanto antes, seguir este caminho.
    Não podemos continuar a ignorar o problema que é sermos a liga do mundo que mais jogadores estrangeiros usa.

  • O Comendador
    Posted Setembro 23, 2026 at 11:00 am

    Concordo plenamente e adorava que em Portugal se fizesse o mesmo.
    Dito isto… vem a ironia da coisa: num país de emigrantes que têm grandes comunidades em diversos países, têm montes de jogadores nacionalizados por outros países a representar as suas respetivas seleção e… vão condicionar a vida aos esteangeiros.
    O Ser Humano é por demais fantástico, nas suas incoerências.
    Bem haja a todos os nossos irmãos brasileiros. Que Deus e Pelé os abençoe a todos!

    SL

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