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«O William Gomes, antes de eu chegar, estava numa equipa secundária. Teve impacto e hoje, ao fim de 50 minutos, estava sem oxigénio»

Farioli destacou, da derrota contra o City, que os jogadores do FC Porto ainda não tinham jogado a este nível, tendo dado o exemplo de William Gomes. «Competimos a um nível ao qual, provavelmente, ainda não tínhamos competido. Para muitos jogadores foi a primeira vez. Não podemos esquecer, por exemplo, o William Gomes, que agora toda a gente celebra. Antes de eu chegar, ele estava numa equipa secundária. Teve impacto e hoje, ao fim de 50 minutos, ele estava sem oxigénio. É diferente em relação à disputa da bola, a capacidade dos jogadores, de encontrar soluções. E não foi o único a ter a sua estreia a este nível. Existe um processo natural de adaptação a este tipo de competição. Faltam-nos muitos jogadores importantes. Não vejo muitas equipas a encarar o Manchester City como fizemos em muitos momentos deste jogo. Tivemos bravura, coragem e convicção sobre a maneira que jogámos. Tivemos de sofrer, sim, mas lutámos e jogámos com eles. Sinto-me orgulhoso do que esta equipa fez no relvado e os 50 mil que estiveram cá até ao final do jogo celebraram a exibição da equipa. O Manchester City ganhou, a nossa mente agora está no Casa Pia.»

3 Comentários

  • Gorlami
    Posted Setembro 9, 2026 at 12:10 pm

    É verdade, é uma diferença notável para o passado. A maior parte do nosso plantel nos últimos 20 anos estava quase todo acostumado a jogar Champions e a defrontar as grandes equipas.
    Nos últimos 2 anos fomos obrigados a fazer uma revolução no plantel, seja pela idade de alguns, o fim de ciclo de outros e mesmo a falta de qualidade de terceiros. Sobrou um plantel com qualidade, mas em geral pouco experiente nos grandes palcos e jovem. E isso notou-se e certamente vai-se notar ao longo da Champions este ano.
    Mas experiência só se ganha com… experiência.

  • jlgoncal
    Posted Setembro 9, 2026 at 2:23 pm

    Ontem foi efetivamente um jogo muito complicado e onde temos várias soluções que estão fora e isso ainda piorou a situação…

    Ontem não tínhamos um 8 e isso complicou e de forma a saída de bola na primeira parte… Frodo com o problema que teve e Fofana sem índices físicos, ficamos sem um jogador físico de transporte… O Pablo Rosário faz o que pode mas é jogador de passe e não de transporte e imposição física.

    Nas alas também existem limitações, pois como o miúdo polaco lesionado, só sobra o Borja o que é limitado para o que os alas tem de fazer e correr.

    No centro da defesa, o Nehuen ainda lhe falta pernas depois da lesão e jogos, notou-se no final do jogo.

    Na lateral esquerda ter de por o Martim e não poder substituir o Alberto aos 65-75m dá asneira… o segundo golo é por claro desgaste do Alberto (primeiro sem discernimento par a mandar a bola para a frente e depois sem qualquer capacidade de recuperação e remediação do erro).

    E no ataque Samu é o que se sabe e Gimenez ainda não tem forma física e entrosamento para jogar.

    Digamos que o Porto tem melhor equipa do que apresentou ontem, mas sem Frodo, Fofana (limitação física), Gimenez (limitação física e de entrosamento), Souza (entrosamento), Samu, Pietuszewski, Bednarek e o próprio Zaidu, fica díficil.

    Basta olhar par ao 11 de ontem e pensar, que com os jogadores todos disponíveis e fit, 5 dos 11 seriam outros nomes e melhores do que os que entraram (DC, 8, PL, ME, DE). Assim tivemos jogadores a terem de jogar no 11 inicial e a prejudicarem o refrescar da equipa na segunda parte.

    Uma das coisas que poderia ter sido diferente era a entrada do Hwang em vez do Varela no 11, mas compreendo o Farioli pois tentou o embate físico na primeira parte, para depois na segunda com a entrada de elementos mais frescos, meter o Hwang e tentar aí sair com bola, mas o golo aos 46 tramou toda essa estratégia.

    Em relação ao William estar com os “bofos” de fora aos 50m, é natural que assim seja… ao contrário do Pepé que sacrifica a imprevisibilidade e altura no terreno, para estar posicionalmente mais equilibrado o William não tem essa noção posicional e assim sendo, o jogo dele passa por sprintar para a pressão… este tipo de jogadores num sistema de pressão alta, dura 1 parte sensivelmente.

  • Goncalo Silva
    Posted Setembro 9, 2026 at 2:42 pm

    Isto que Farioli disse aplica-se a quase todos, soa-me a desculpa. Na verdade, este plantel até tem bastante experiência em jogos de alta intensidade:

    Diogo Costa – experiência Champions e até de Europeu e Mundial num candidato ao título.

    Alberto Costa – estreia na Champions, mas já esteve na Juventus e já jogou na Europa e Conference, está qb habituado a jogar de 3 em 3 dias.

    Kiwior – experiência de Champions e Premier League no Arsenal.

    Bednarek (que não jogou eu sei) – muitos anos de Premier League e Championship, que são campeonatos ainda mais intensos que a Champions.

    Alan Varela – muitos anos de Porto já, já jogou Champions com Conceição

    Rosario – muita experiência e rotação nas ligas top-7

    Gabri – justo, mas jogou na la Liga não é mau de todo

    Pepê – muitos anos de Porto e jogou Champions com Conceição

    André Silva – muita experiência e rotação nas ligas top-5

    William – único caso com 0 experiência em termos de intensidade

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