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Wolfsburg, que estava na Bundesliga desde 1997, desce de divisão

Por onde passa o futuro de Grabara, Koulierakis, Maehle (um dos principais responsáveis pela descida), Kumbedi, Vavro, Vinicius Souza, Majer, Pejcinovic, Svanberg, Amoura (antigo alvo do Benfica), Daghim (dos melhores neste final de época) ou Wind? Muitos fizeram uma má época mas podem ser mais-valias noutro contexto.

O Wolfsburg, que estava na Bundesliga desde 1997, caiu para a II divisão ao perder no playoff diante do Paderborn, por 2-1. Os lobos, que tinham empatado, em casa, na 1.ª mão, até marcaram logo a abrir por Pejcinovic, mas Maehle foi expulso aos 14′ e a equipa da II Bundesliga, que fez quase 40 remates, aproveitou para massacrar. Bilbija fez o 1-1, mas o desperdício levou o jogo para prolongamento, momento em que Curda assumiu o papel de herói. O Paderborn, que só tinha um estrangeiro na convocatória, junta-se assim ao Schalke 04 e Elversberg nas equipas que sobem ao principal escalão.

15 Comentários

  • Kacal
    Posted Maio 26, 2026 at 10:32 am

    Como já disseram aqui no post a Bundesliga é o campeonato mais imprevisível nas descidas nas Ligas de topo. Já desceram Schalke 04 e Hamburgo recentemente. Agora o Wolfsburgo. O Estugarda já esteve na calha para descer. Parece que os clubes podem estar a disputar as competições Europeias numa época e na outra podem estar a disputar a permanência. Alguma instabilidade. Tirando os Spurs que tiveram duas épocas horríveis a disputar a permanência na Premier, de resto não vejo tanto esta volatilidade na Premier, La Liga e Serie A. Por um lado é interessante de ver, por outro é uma pena ver certos clubes descer. Cai o Wolfsburg mas volta o Schalke 04! Espero que o Wolfsburg suba novamente em breve, mas não sei se será tão facil assim. A Bundesliga 2 tem essa volatilidade também e é competitiva!

    • filipe19
      Posted Maio 26, 2026 at 11:45 am

      O Estugarda nos últimos dez anos infelizmente já desceu de divisão por duas vezes. Na última década foram o Estugarda, o Hertha, o Schalke, o Hamburgo, o Bremen as equipas mais sonantes que já desceram de divisão.
      Os motivos para isso é complexo. O Wolfsburgo em 2014 foi vice-campeão para em 2015 e 16 disputar o playoff de manutenção. O Gladbach nesses anos foi por duas vezes à champions e recentemente lutou pela manutenção. O Frankfurt antes de ganhar a liga Europa também vai ao playoff.
      Muitas vezes é simplesmente má gestão, também os alemães sofrem de nepotismo e também têm maus gestores, não é só na tugalandia, depois existe também uma injustiça com alguns clubes que estão nas mãos de investidores e outros não. Curiosamente são os clubes pequenos como o Augsburgo (também tem um investidor por trás mas não violam a regra do 50+1), o Mainz, o Friburgo, que têm menos problemas e que se têm mantido estável na liga.

  • Bisc8
    Posted Maio 26, 2026 at 9:04 am

    Há aqui jogadores que podem vir para os tres grandes. O porto a precisar de um ponta de lança experiente, será que o Wind seria caro?

  • Tiago Silva
    Posted Maio 26, 2026 at 7:03 am

    É triste ver um clube histórico como o Wolfsburgo a descer, mas como já disseram tiveram muitas lesões e o plantel nunca conseguiu um onda positiva de resultados.

    Com esta descida há alguns jogadores que estarão a um grande preço. Pessoalmente gostaria de ver Kourielakis ou o Amoura no Benfica.

    • filipe19
      Posted Maio 26, 2026 at 10:20 am

      Na Alemanha existem poucos adeptos que acham esta descida tenha algo de triste. Antes pelo contrário, ontem foi um dia de festa para os adeptos tradicionalistas. Este clube pode ser muita coisa, mas de história pouco ou nada tem. É um clube “plástico” como os adeptos alemães o chamam. Um clube artificial que só chegou onde chegou com a ajuda do dinheiro da Volkswagen. E quem uma vez já lá esteve sabe porquê de haver o citado que a melhor coisa que existe em Wolfsburgo é a estação do ICE (comboio de alta velocidade) que tem ligação direta para Berlim. O Wolfsburgo é espelho para tudo o que corre mal no futebol.
      Enquanto outros clubes tinham de contar cada euro duas vezes, a VW limitou-se a injetar milhões (enquanto ao mesmo tempo andam a despedir pessoal) neste clube e a DFL não só ficou a assistir como também lhes permitiu fazê-lo. O VfL contornou assim a regra 50+1 e criou para si uma enorme vantagem em relação às outras equipas. A DFL criou exceções para o Wolfsburgo, o Hoffenheim, o Leipzig e o Leverkusen, e isso não agrada a muitos adeptos. A mim também não; ou se estabelecem as mesmas regras para todos, ou não se estabelece nada.

      • Tiago Silva
        Posted Maio 26, 2026 at 7:06 pm

        Obrigado pela resposta, de facto não sabia que a VW tinha um impacto assim tão grande no clube nem que gastava tanto dinheiro neles. Conhecia o caso do Hoffenheim e do Leipzig e faz sentido que o Wolfsburgo e o Leverkusen não tenham tantos seguidores em relação ao sucesso que têm e comparando com outros clubes da Bundesliga.

  • João Lains
    Posted Maio 25, 2026 at 9:31 pm

    A Bundesliga é um campeonato muito volátil… À exceção de 3 a 4 clubes, tanto estás a lutar pelos lugares europeus, como na época seguinte lutas para a manutenção. A diferença é muito ténue e não é à toa que na última meia dúzia de anos tivemos alguns dos emblemas mais representativos na II divisão: Schalke, Hamburgo, Bremen, Colónia ou Estugarda. Há muitos treinadores todos os anos a surgir, ora provenientes dos escalões de formação dos próprios clubes, ora dos países vizinhos, pois a língua, ainda continua a ser uma condição sine qua non para quase todas as direções . E isto, por vezes, tem tanto de audácia/ coragem, como risco. O plantel é claramente do meio da tabela para cima, mas o número de lesões foi verdadeiramente arrasador.

  • Art Vandelay
    Posted Maio 25, 2026 at 9:20 pm

    Queda ligada à crise da Volkswagen, a torneira tem vindo a fechar
    ***
    Ainda assim nestes quase 30 anos na Bundesliga, foi uma fase bonita do clube onde conseguiram vencer 1 Campeonato, 1 Taça Alemanha e 1 Supertaça e tiveram 1 ou outra boa participação na Champions

    • filipe19
      Posted Maio 26, 2026 at 10:29 am

      Isto não tem nada a ver com a torneira a fechar-se da VW. O Wolfsburgo já em 2015 e 2016 andou nos playoffs de manutenção. Antes pelo contrário, eles andam injetar dinheiro como sempre e isso em relação aos outros clubes é um tipo cheat code. Só pelo “patrocinio” da camisola recebiam à volta de 70 milhões da VW. Nem o Bayern recebe isso. Agora, vão reduzir o orçamento para 60 milhões que na 2. liga é um absurdo.
      É mais do mesmo, enquanto andam a vender a imagem que a VW esteja à beira do abismo para justificar o despedimento dos trabalhadores, despejam aos anos milhões atrás de milhões num clube artificial sem massa adepta, sem identificação, sem nada. Espero que não voltam tão rápido, este clube não faz falta a ninguém.

      • Art Vandelay
        Posted Maio 26, 2026 at 1:04 pm

        A Volkswagen não deixou de lá meter dinheiro mas mete menos dinheiro do que metia antes da crise que atravessa, comparado com o ano em que foram campeões por exemplo, em percentagem mete lá muito menos

      • Neville Longbottom
        Posted Maio 26, 2026 at 12:26 pm

        O Wolfsburgo ficou em 2.º lugar em 2014/2015 e em 8.ª em 2015/2016, a jogar a Champions. Que universo paralelo é esse?

        • filipe19
          Posted Maio 26, 2026 at 1:17 pm

          Então foi na época 16/17 e 17/18. Mea culpa
          Mas a afirmação principal era que esta queda estava relacionada com uma redução dos apoios financeiros da VW. No entanto, isso não é verdade. Pelo contrário; só existem quatro equipas na Alemanha que nos últimos cinco anos gastaram mais dinheiro do que o Wolfsburgo, e nesse periodo só existe uma equipa (Bayern) que tem um maior saldo negativo entre gastos e despesas. Aliás, desde que o Wolfsburgo está na Bundesliga só existe uma equipa com um saldo maior do que eles e isso deve-se exclusivamente à VW.
          Muito dinheiro gasto para tão pouco retorno.

          • Neville Longbottom
            Posted Maio 27, 2026 at 10:26 am

            Eu até entendo que o Wolsburgo possa ser uma equipa de plástico. Mas os clubes alemães serem financiados por uma grande empresa é relativamente comum (Bayer, Allianz, Mercedes, SAP, etc). Wolfsburg é, tanto quanto sei (vivi na Alemanha 11 meses) uma cidade praticamente construída em torno da fábrica da Wolkswagen, parece-me natural que haja uma ligação ao clube.

            O que estás a querer dizer é que o que despoletou esta queda não foi a WV porque o dinheiro continuava a entrar. Mas é indissociável que a crise do CO2 de há uns anos e agora o fiasco completo do motor elétrico não estejam relacionados. Nem que seja em parte.

            • filipe19
              Posted Maio 27, 2026 at 12:48 pm

              Não, isso não é habitual e já o descrevi dessa forma num post mais abaixo. A DFL abriu exceções para quatro clubes: o Wolfsburg (VW), o Leverkusen (Bayer), o Hoffenheim (SAP) e o Leipzig (RB). Estes clubes contornam a regra 50+1, obtendo assim uma vantagem considerável sobre a concorrência. Isso ficou claro, por exemplo, após a pandemia de COVID-19, quando os clubes tiveram de sofrer perdas consideráveis, enquanto a Bayer e a VW, por exemplo, simplesmente compensaram essas perdas. O Dietmar Hopp, ex-CEO da SAP e “dono” do Hoffenheim (e do Viseu diga-se) colocou sem mais sem menos 200 milhões na conta do Hoffenheim enquanto clubes como o Bremen, Colonia, mesmo o Estugarda ficaram em apuros financeiros. Mesmo o Bayern perdeu um montante considerável, mas tinham enorme poupanças e não ficaram assim afetados como outros. O campeonato do Leverkusen surge exatamente por isso, enquanto outros tiveram que apertar o cinto o Bayer despejou dinheiro em contratações o que levou o Bayer ao topo.
              A Mercedes, por outro lado, comprou 11% das ações do VfB Estugarda. Isso é permitido. A maioria dos direitos de voto deve permanecer sempre com os sócios. Além disso, a Mercedes nunca ter “corrigido” as contas do clube. O Leipzig nem sequer tem sócios, ou apenas sócios fictícios. Do ponto de vista jurídico, o RB Leipzig nunca teve uma autorização especial oficial da DFL. O clube cumpre rigorosamente, no papel, o texto da regra 50+1 – mas anula completamente o seu sentido. Enquanto clubes como o FC Bayern ou o Schalke 04 têm centenas de milhares de sócios que elegem a direção, o RB Leipzig tem apenas cerca de 23 sócios com direito a voto. Estes sócios são, quase sem exceção, funcionários ou pessoas de confiança do grupo Red Bull.
              O Autoridade Federal da Concorrência classificou estas exceções de financiamento como anticoncorrenciais. A DFL decidiu que não haverá mais novas exceções deste tipo e que os clubes existentes terão de adaptar as suas estruturas (por exemplo, maior participação dos adeptos na tomada de decisões, eliminação da compensação de prejuízos pela empresa-mãe) mas isso por enquanto não tem acontecido e, por conseguinte, trata-se de concorrência desleal. Aconselho de pesquisar algo sobre a regra 50+1 e este tema.
              Quanto à última frase, estou um pouco indeciso e não sei bem o que queres dizer. Esse “fiasco”, como tu lhe chamas, é de origem interna e a própria VW é a culpada da situação em que se encontra. Entre 2016 e 2018, eles gozaram com a Tesla (publicamente na TV) e com o que se passava na China. Ignoraram deliberadamente a evolução, mas isso seria demasiado longo de explicar agora. Mas é importante referir que continuamos a falar de uma empresa que regista lucros na ordem dos milhares de milhões todos os anos e que possui mais de 35 mil milhões em capital próprio. Sim, os lucros estão a diminuir, mas a) continuam na ordem dos milhares de milhões, b) são reinvestidos em investimentos para o futuro e c) grande parte é utilizada para pagar aos acionistas. Erro de sistema.
              Como já foi referido, a VW injetou anualmente mais de 70 milhões no clube e, quando os balanços eram negativos, simplesmente injetavam dinheiro adicional para equilibrar as contas. Um Ericksen não joga em Wolfsburg porque se poupou dinheiro.

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