Campeão mais surpreendente desde Chris Horner? Claro que esta vitória tem asterisco, devido ao abandono de Pogacar, que tinha a vermelha mais do que no bolso, mas a verdade é que o espanhol foi claramente superior sem o campeão do Mundo, o que não deixa de ser uma grande surpresa, tendo em conta o seu péssimo ano. Sendo certo que a concorrência também era fraca — só se esperava um pouco mais de Gall, até pela equipa que tinha, no entanto, acusou a pressão.
Enric Mas conquistou a 81.ª edição da Vuelta. O ciclista espanhol, que arrebata assim a 1.ª Grande Volta na carreira, terminou a geral à frente de Primoz Roglic e Felix Gall. Richard Carapaz, Sepp Kuss, Oscar Onley, Jakob Omrzel, Clément Berthet, Cristián Rodríguez e Harold Tejada fecharam o Top 10. Já Tobias Halland Johannessen, que tinha ficado duas vezes em 2.º, teve finalmente o seu prémio ao vencer a última etapa.



5 Comentários
Bayern de Monchique
Durante a época de 2026, Enric Mas, pouco ou nada apareceu. A bem da verdade, nos últimos anos, ele tem andado só ali, um pouco como a Movistar, se é que me faço entender.
Não teve a carreira que se previa quando subitamente faz pódio na Vuelta, no seu segundo ano de profissional. Sempre foi o ciclista do “quase”, pouco apreciado pelos media Espanhóis (talvez por nunca ter correspondido às expectativas ou por não ter sido o sucessor que procuravam) e, numa era de grandes voltistas, poucos o colocariam como vencedor de uma GC quanto mais de uma grande volta.
A Vuelta 2026 é apenas o seu segundo GC! Mas a verdade é que ele foi o mais forte dos outros. A etapa na qual fecha aquele tempo para o Pogačar foi exemplificativa. Sempre confiante em alta montanha. Excelente defesa no último ITT – um percurso que em circunstâncias normais representaria ~5-6s/km de perda para os mais rápidos. Perdeu -1,6s/km para Küng.
Pode ser não ser dos ciclistas mais excitantes em 2026, e raramente é um dos “ones to watch”, mas Enric Mas é um justíssimo vencedor desta Vuelta e é uma daquelas vitórias que me fica na memória a par de Sastre (Tour 2008), Hesjedal (Giro 2012) ou Horner (Vuelta 2013).
Primož Roglič não conseguir a sua 5a vitória perdendo-a para Mas, acho que é um duro golpe tanto no seu ego como nas suas aspirações a um último contrato chorudo qb. – continua a zero esta época e a sua salvação poderá ser uma das clássicas de Outono em Itália. No entanto quem estará disposto a dar-lhe um contrato sabendo que raramente faz a diferença como fazia antes?
Menção para a moldura humana nas estradas, etapa após etapa.
AndreChaves9
Os asteriscos rapidamente são esquecidos e o Gall não acusou pressão nenhuma mas sim falta de pernas e quanto a isso nada a fazer.
Dos desportos que acompanho esta seria sem dúvida a previsão mais difícil de fazer mas mereceu e está de parabéns. A Vuelta tal como o US Open, provavelmente por serem no fim da temporada, vão permitindo que aqui e ali hajam surpresas l que é bom para ambos os desportos. Talvez o Mas tenha salvo esta equipa histórica com esta vitória.
DNowitzki
Foi a última oportunidade do Mas e aproveitou-a. Uma quarta semana e ia de vela.
TAIGOnba
A ver vamos que noticias iram surgir nos proximos tempos. Muito estranho esta forma subita de Mas, mas espero que nao seja nada, que esteja limpo.
AndreChaves9
Foi um Mas normal na Vuelta.