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Vitória não passa no terreno do lanterna vermelha e Europa é uma miragem; Rio Ave com a manutenção quase garantida

Época difícil para os vimaranenses, após a sangria no plantel, sendo que a conquista da Taça da Liga ameniza o mau campeonato. Por outro lado, o Rio Ave segue num ótimo momento a tem a manutenção quase garantida. 

O Vitória empatou 1-1 no terreno do AVS, último classificado do campeonato (12 pontos), e disse praticamente adeus à luta pela Europa. Gustavo até deu vantagem aos vimaranenses, mas Tomané, antigo jogador do conjunto do Berço, fez o 1-1 logo a seguir. O dianteiro português não festejou. Por outro lado, o Rio Ave foi aos Açores bater o Santa Clara por 2-0 e tem agora oito pontos de vantagem sobre o Casa Pia, formação em zona de playoff de despromoção. Nikitscher é um auto-golo de Sidney Lima ditaram o desfecho final.

13 Comentários

  • Knox_oTal
    Posted Abril 12, 2026 at 12:24 pm

    O argumento que para mim atesta de forma clara o nível confrangedor desta nossa Liga, é o facto de uma “equipa” como o actual Rio Ave estar basicamente com manutenção garantida e sem grande sofrimento! Estamos a falar de um clube que, infeliz e basicamente, é uma manta de retalhos e serve como tubo de ensaio/caixote do lixo de um grupo de clubes de um milionário desprovido de valores do desporto.

    E depois temos equipas como o Estrela, o Arouca ou Alverca, que têm um nível extremamente baixo, que também estão bem encaminhadas para ficar na I Liga, o que quer dizer que há equipas com nível ainda mais baixo, ou seja, medonho! O problema é que estes clubes fazem sensivelmente metade da Liga… logo como é possível ter um campeonato nivelado por cima, com bom futebol e positivamente competitivo?!?

    E atenção, isto nem é tanto uma crítica aos clubes em questão, pois fazem o necessário para sobreviver (é mesmo o termo) neste ambiente tóxico, facilmente corrompido e manietado por dirigentes incompetentes e gananciosos e intermediários que não deveriam ter lugar no desporto! A grande responsabilidade é das entidades reguladoras e que gerem o futebol profissional em Portugal, e já agora dos três maiores clubes portugueses… que insistem neste status quo de guerrilha de bastidores, política de “terra queimada”, negócios obscuros, ausência/défice de justiça/consequências e feira de vaidades e egos inchados!

    É realmente preciso fazer algo para inverter o rumo, e não, uma medida isolada (e condenada a ser corrompida nas suas boas intenções) como a centralização dos direitos, não irá ser milagrosa… mas depois aqueles que poderiam efectivamente forçar uma mudança do rumo das coisas, os adeptos, na sua maioria não só compactuam com este status quo, falta de qualidade e toxicidade como ainda o defendem de forma acérrima e o celebram amiúde!!! Cegados pela clubite, entretêm-se com o que realmente lhes importa… contar telhas dos telhados de vidro e “chafurdar” nas polémicas e fait-divers !

    E sim, a parca ou nula utilização de jogadores portugueses ou formados localmente é um grave problema! Pois, ao contrário do exemplo comparativo e palerma muitas vezes usado da Premier League (liga importadora com o maior poder financeiro da história do futebol), a nossa liga é essencialmente exportadora! E para uma maior sustentabilidade, e por consequência, maior qualidade/competitividade, a formação deveria ser a base, sobretudo nos clubes de menor dimensão!

    E por estabelecer a formação como a base, não quer dizer que os planteis tenham que ser só com com miúdos portugueses da formação, isso é mais um contra argumento palerma! Quem defende essa mudança com bom-senso, diz é que a base da maioria (podem e devem haver excepções, não digo o contrário, mas igualmente tendo como objectivo a sustentabilidade a longo prazo) dos projectos em Portugal deveria partir da formação, e deveria ser complementado com um scouting focado na qualidade e não na quantidade (como o paradigma actual, em que em 15 contratações aproveitam se 2/3 jogadores).

    E para aqueles que acusam isto de patriotismo bacoco, é facilmente desconstruído com algum bom-senso, se a base for a formação… é natural que a maioria dos produtos da formação sejam portugueses, até pelo pormaior de estarmos a falar de Portugal!!! Agora todo o scouting jovem de qualidade também será sempre positivo! E se o facto de mais jovens portugueses se afirmarem na Primeira Liga ajudar a manter a renovação permanente das Quinas e não estarmos constantemente dependentes de fornadas superlativas para o efeito, ainda melhor!

    E mais, essa mudança não passa por apenas dar mais espaço de afirmação (diferente em apostar às cegas como muitos apregoam) aos miúdos, mas sim melhores infraestruturas, uma reforma de alto a baixo do futebol jovem e profissional, com uma visão a longo prazo com executantes que tenham como currículo não afinidades ou favores, mas competências e produtividade! Proteger e fomentar a formação em clubes mais pequenos e limpar o futebol português dos “abutres” intermediários que sempre andam por perto, sugando o proveito, mérito e retorno financeiro aos clubes!

    No entanto, e mais uma vez, é preciso vontade e coragem de todos os envolvidos, entidades, clubes (sobretudo os de maior dimensão, logo maior responsabilidade) e até os adeptos! Se acho que isto está próximo de acontecer, não, de todo infelizmente! Espero que não seja preciso chegar ao ponto da Squadra Azurra para as pessoas se convencerem que há efectivamente um problema de fundo no futebol português, e sim, um dos maiores sintomas é a enorme percentagem de jogadores estrangeiros numa Liga que se diz (ou deveria) exportadora e formadora, e em que uma grande parte desses mesmos jogadores têm uma qualidade duvidosa!

    Saudações desportivas

    • oMeuUserName
      Posted Abril 14, 2026 at 3:04 pm

      Só para acrescentar porque me esqueci: uma liga pode ser exportadora e ter poucos jogadores nacionais. Não é preciso exportar jogadores portugueses… E a nossa liga tem um longo historial de exportação de sul americanos, por exemplo. O mesmo acontece noutras ligas, como a belga ou a holandesa, que exportam muitos jogadores estrangeiros.

      • Knox_oTal
        Posted Abril 14, 2026 at 8:33 pm

        *jogador localmente formado

      • Knox_oTal
        Posted Abril 14, 2026 at 8:32 pm

        A diferença é que essas valorizam e apostam muito mais no jogador nacional e no jogador localmente… Uma coisa não impede a outra, não percebo a dificuldade a perceber isto! A questão não é ser contra os estrangeiros, é valorizar e dar espaço à formação local! É muito diferente…

        Saudações desportivas

    • oMeuUserName
      Posted Abril 14, 2026 at 3:00 pm

      Como diz o povo, “falar é fácil”… Como é que os clubes médios vão ter uma base de jogadores de formação quando os 4 maiores clubes portugueses têm escolas de futebol por todo o país para concentrar os maiores talentos que aparecem? Como é que um Arouca ou até um Gil Vicente (clube com muito mais base) vai ter uma equipa baseada na formação se um miúdo de 15-17 anos que se destaque minimamente lá vai logo ser captado pela formação dum clube maior? Clubes como o Braga, o Sporting e o Benfica, que têm equipa B e equipa sub-23, além de várias equipas por escalão de formação, têm espaço nos seus quadros para manter quase todos os jogadores que se destaquem em tenra idade, sobra muito pouco para os outros clubes…

      O crescimento do número de estrangeiros nos plantéis está, na minha opinião, ligado à regra dos empréstimos que entrou em vigor há uns anos. Até aí, os clubes médios e pequenos tinham vários jovens portugueses, emprestados pelos grandes. Com isso, conseguiam ter mais jogadores portugueses e promissores. Por outro lado, tinham muito menos autonomia e tornavam-se dependentes desses empréstimos para serem competitivos, sem qualquer contrapartida financeira pela valorização desses mesmos jogadores, o que tornava isto num ciclo. Se não ganhas dinheiro, não consegues comprar jogadores melhores e mantens-te dependente dos empréstimos. Agora, os clubes têm mais autonomia, basta ver as vendas que muitos dos clubes já fazem para fora (e também para dentro de portas), que reduz a dependência dos grandes. Isso para mim é positivo! Agora, o problema é que esta dependência não é suficiente para se conseguir criar um projeto de formação sustentável, precisamente pelo primeiro ponto, o de alguns clubes secarem os talentos todos. Haverá uma ou outra exceção, mas a maioria dos talentos passa pela formação de 4 clubes, e basta olhar para a seleção nacional para comprovar isso. Ou seja, o que vemos é um círculo: os clubes grandes açambarcam o talento jovem todo, fazem a filtragem dentro de portas, ficando com os melhores para si e deitando fora os que não são bons o suficiente para eles, e são esses jogadores que depois voltam ao mercado dos clubes mais pequenos, mas já feitos e com o potencial mais ou menos conhecido.

      Ora, face a isto, é normal que os clubes se virem para fora para irem tentar desencantar jovens rentáveis. E têm tido sucesso, muitos deles. Claro que se for possível criar uma base da formação, isso será mais rentável e sustentável. E então vemos projetos como o do Famalicão, que se nota que está a tentar ir nesse sentido, mas já tem ali muito dinheiro investido, não é brincadeira. E em paralelo fartam-se de comprar estrangeiros, e de lucrar com eles. O problema é que conseguir estabelecer uma formação que alimente a equipa principal é extremamente difícil, dado o monopólio da formação que alguns clubes têm. Não é um problema dos dirigentes desses clubes, é a realidade portuguesa…

      Já agora, essas equipas fracas que mencionas estão longe de ser isso que tu dizes. O Alverca tem uma equipa bem jeitosa para a realidade portuguesa, o Arouca bate-se muito bem, apesar de individualmente não estar ao nível que esteve há umas épocas, e o próprio Estrela tem conseguido lançar jogadores de qualidade, como o Sidney, o Tiago Gabriel ou o André Luiz.

      • Knox_oTal
        Posted Abril 14, 2026 at 8:29 pm

        Peço desculpa, pois devo me ter expressado mal, por que não percebeste muito do que disse! Eu referi que os clubes pequenos são obrigados a ter certas estratégias para sobreviver, não estou a denegrir ou criticar, estou a constatar um facto! E um dos factores é mesmo isso de que falas, os grandes “levam” tudo e por uma bagatela… com o patrocínio da Federação.

        É esse o problema de fundo, que será muito difícil de mudar! É uma questão de mentalidade!!! A prioridade da Liga e da Federação não é um futebol profissional mais sustentável ou com maior qualidade, a prioridade é sempre afagar os caprichos dos clubes grandes. Em muita coisa, o futebol português, jovem e profissional, está refém das vontades de três clubes que se batem e revezam no poder e influência. E os outros que se safem com as migalhas…

        Quanto às referidas equipas, não vejo essa qualidade toda, de todo, aliás vou conseguir a manutenção porque há equipas medonhas na Liga. E não é por descobrirem alguns talentos, inegável que tem acontecido como no caso do Estrela, que a minha opinião mudará… São equipas frágeis, de qualidade precária, e extremamente dependentes de agentes intermediários, que aparecem e desaparecem da Liga num ápice para dar lugar a outros “projectos” super interessantes com investimento. Mas a verdade é que muito poucos desses projectos estabiliza na Liga, já para não falar de nulo crescimento. A excepção é o Famalicão que confirma a regra.

        Saudações desportivas

        • LuisMarques
          Posted Abril 15, 2026 at 9:43 am

          Nessas idades antes dos jovens assinarem contrato, não são só os grandes que os podem levar por uma bagatela, qualquer equipa pode, porque se os jovens não têm contrato… podem sair para onde quiserem quando quiserem, tão simples quanto isto. E é assim que tem que ser, porque alguns vão sair para um grande, mas outros vão sair para outro pequeno, por exemplo porque a família muda de cidade, e ninguém pode obrigar uma família a fazer centenas de km sempre que houver um treino para levar lá o menino.

          Percebo que seja injusto, mas não há solução.

          • Knox_oTal
            Posted Abril 16, 2026 at 5:34 am

            Sim, claro! Quando são miúdos e estamos a falar de decisões familiares estou de acordo! Agora em idades de escalão júnior, deverá haver medidas a adoptar para proteger/promover a formação nos clubes mais pequenos, salvaguardando os seus melhores elementos para eventualmente terem retorno desportivo e consequentemente financeiro com os produtos da sua formação. Uma das medidas seria por exemplo uma limitação de inscrições por clube de forma a diminuir esse efeito de eucalipto que os três grandes provocam na sua esfera de influência, ou até clubes como o Vitória ou Braga… promovendo uma maior distribuição do talento. E depois a Federação nunca teve tantos meios financeiros como agora, porque não programas de apoio financeiro para melhorar infraestruturas, mais material e formação aos técnicos dos clubes de menor dimensão. Porventura já haverá coisas do género, mas são esporádicas e pouco estruturadas. Há margem para pôr um plano sistemático e mais abrangente no terreno, isto claro se houvesse vontade e visão para tal! A Federação é muito fraquinha na distribuição de riqueza e oportunidades igualmente, lá está uma questão de mentalidade!

            Saudações desportivas e obrigado pelo feedback

            • LuisMarques
              Posted Abril 16, 2026 at 8:26 am

              Em idade júnior (entre os 17 e os 19 anos) já a maior parte dos craques está nas equipas grandes. Já para não falar que em idade júnior as equipas grandes já não têm tantos jogadores nas academias como em idades mais baixas.

              Por exemplo, falando do clube que acompanho mais de perto (SCP), recentemente, nessas idades só me recordo de irem buscar o Mauro Couto, Paulo Cardoso e pouco mais.

              Existe uma regra que diz que os jogadores não podem assinar contrato antes dos 15 ou 16 anos, e esse contrato não pode ter mais de 3 anos de duração. Portanto, se entretanto não renovarem, esse contrato acaba aos 18 ou 19, e nessa altura qualquer outro clube os pode contratar. Se eu estiver enganado, por favor alguém me corrija.

              • Knox_oTal
                Posted Abril 17, 2026 at 5:52 am

                Acho que tens razão quanto aos contratos de formação, salvo modificações recentes, também que seja assim!

                E claro que é uma questão complexa, por que envolve miúdos e as suas famílias! Mas insisto que é por isso que precisávamos de uma reforma de alto a baixo do futebol de formação, nomeadamente no volume de ajudas e como essas mesmas são distribuídas para melhorar infraestruturas nos clubes mais pequenos e “combater” o deserto formativo fora 5/6 clubes em Portugal. Porque obviamente, não considerando as questões clubísticas, os pais também olham às condições dos clubes, do acompanhamento, segurança,etc. Logo, se houver investimento sistemático, equitativo e global, dará mais opções aos pais na hora de decidir onde os seus filhos farão a sua formação.

                Quantos aos júniores, por muito poucos que sejam pescados pelos grandes nessas idades… sempre são menos esses! De qualquer das formas, de certeza que há medidas a pôr em prática para melhorar equilibrar as coisas, simplesmente não há vontade ou coragem! Na minha opinião pelo menos…

                Saudações desportivas

    • Antonio Clismo II
      Posted Abril 12, 2026 at 8:21 pm

      Grande comentário, é isso mesmo

  • Um Jasomp
    Posted Abril 12, 2026 at 10:28 am

    Péssima notícia a manutenção do Rioviakos.

    • Antonio Clismo II
      Posted Abril 12, 2026 at 8:26 pm

      E o que dizer de uma bastardice como o projeto AVS que vão descer de divisão com uma das piores equipas da história da Primeira Liga e cheia de estrangeiros com salários consideráveis…

      Projetos como estes deviam descer diretamente para os distritais e serem obrigados a começar de novo na base da pirâmide.

      Competirem na Segunda Liga na próxima época é um prémio bom demais para a nulidade e inutilidade deste projeto no panorama do futebol português.

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